Um pouco de psicologia: Suas atividades físicas lhe dão prazer?

Se você já se perguntou sobre o poder do pensamento para influenciar o seu metabolismo nutricional e queima de calorias, aqui está uma história que você não vai querer perder. É sobre duas pessoas que me surpreenderam muito. Logo no meu início prático da dieta Paleo, uma advogada de quarenta e seis anos de idade foi apresentada a mim por um amigo de academia. Ele me avisou que ela tinha um caso difícil e que estava tentando perder peso, porém não conseguia. Foi ao médico fez inúmeros testes, mas não havia nada de errado com ela; Ele havia sugerido várias dietas e ela não tinha perdido um único quilo. O destaque deste caso era que ela era uma corredora nata. Ela comia normalmente 1.300 calorias e corria de três a seis km por dia durante a semana e cerca de 10 km no sábado, e era uma candidata legítima a perder ao menos quinze quilos.

Quando conversamos pela primeira vez, fiquei surpreso ao ver que ela não parecia absolutamente nada como uma corredora. Ela era baixa, gorda e disforme. Eu nunca tinha visto alguém com tanto pânico sobre seu peso. Ela tinha gasto mais do que o suficiente em exames e teve todo o seu corpo sondado para encontrar algo errado, mas foi lhe dado um ótimo atestado de saúde. Esta mulher super bem sucedida e altamente inteligente estava absolutamente fora de si, pois como ela poderia estar se exercitando tanto, comendo tão pouco e não vendo resultados mesmo após um ano de treinamento?

Fazendo as perguntas certas eu rapidamente determinei que, ao contrário das minhas suspeitas, ela estava dizendo a verdade e realmente estava agindo, mas se encontrava morrendo de fome e consumindo a si mesma.

Eu me encontrava bem confiante de que poderia ajudar. A dieta dela estava claramente deficiente em proteínas, gorduras e calorias, o que estava colocando-a em uma resposta de sobrevivência e diminuindo todo o seu metabolismo. Ela comia rápido, não tinha nenhum prazer pela comida e raramente tinha uma refeição nutritiva. Nós tínhamos muito o que fazer. Eu disse a ela que levaria oito sessões durante um período de dois meses para começar a modificar o seu peso. Expliquei-lhe que tinha que comer mais, incluindo mais gorduras e proteínas, e ela precisava aprender a relaxar e aproveitar com prazer as variações dos alimentos.

Ela me olhou como se eu estivesse “viajando” e insistiu que se comesse algo mais do que ela estava comendo agora, certamente ganharia peso. Ela admitiu que não acreditava em mim, mas reconheceu que estava no fim da linha e iria tentar de tudo. Me fez prometer que não iria ganhar um quilo se quer em sua nova forma de comer.

Ao final de duas semanas ela estava pesando três quilos a mais e ficou com muita raiva. Seu pior pesadelo se tornou realidade. Fiquei arrasado! Jamais me esqueci dela e seu caso permaneceu mistificado.

Após um certo período de tempo, uma outra mulher entra em contato comigo, que poderia ser a irmã desta corredora que eu nunca esqueci.

Ivy era mais uma mulher de grandes realizações. Uma grande professora universitária prestes a completar quarenta anos; gordinha, saudável, alimentava-se com um baixo teor calórico e uma praticante de corridas de alta quilometragem que não conseguia perder uma gota de gordura. Eu teria imediatamente deixado o assunto de lado, mas alguns de seus amigos mais próximos que tinha recebido dicas minhas, compartilharam suas histórias e resultados. Portanto ela veio até mim para receber o mesmo. Eu não podia deixá-la de lado, nem poderia pensar em quaisquer outras estratégias mal sucedidas que já tinham ocorrido. Parecia que o universo me dava uma nova oportunidade de encarar de frente uma situação muito parecida com a anterior e de fato conseguir o que tanto almejava: Resultados!

Eu dei a Ivy os mesmos conselhos: Comer uma variedade maior de alimentos, especialmente mais gorduras e proteínas, e controlar alguns carboidratos. Em duas semanas Ivy ganhou dois quilos. Eu me senti péssimo novamente e estava pronto para me desculpar e começar a desacreditar em certos conceitos. Porém, ela não estava chateada. Ela estava tão inspirada e positiva sobre como seus amigos tinham se beneficiado, que ela tinha certeza que poderíamos acertar os pontos com algumas modificações.

Fui a procura de um amigo fisiologista da academia, que me explicou que o exercício intenso pode imitar de perto a resposta de estresse. Sim, o exercício aeróbico é ótimo e possui uma longa lista de benefícios metabólicos. Mas no contexto errado pode nos desgastar, elevar os níveis de cortisol e insulina, gerando substâncias químicas inflamatórias, e nos colocar em um metabolismo de sobrevivência em que se armazena mais gorduras e atrapalha o desenvolvimento muscular. De acordo com a sabedoria convencional, quanto mais você se exercita mais peso você supostamente vai perder. Mas, na realidade, a história nunca é tão simples assim.

Alguns estudos Norte Americanos sobre fitness e sobre o exercício aeróbico vigoroso, mostraram resultados tão surpreendentes que eu acho que qualquer um que faz exercícios de alta intensidade de longa duração, deveria se interessar em saber. Basicamente, descobriu-se que exercícios de intensidade moderada por apenas 30 minutos, três ou quatro vezes por semana é a melhor receita para a saúde, para a manutenção do peso e o desempenho.

Em uma outra conversa, perguntei a Ivy por que ela corria exageradamente. Ela disse que precisava fazer alguma coisa para se movimentar e que também gostava de correr. Perguntei se ela realmente queria correr tanto ou se havia algum outro exercício que ela gostaria de fazer. Ela estava desconfortável com meu questionamento e foi pego de surpresa quando eu sugeri que ela na verdade não gostava de correr. E finalmente, chegou em nossa conversa um ponto muito honesto: Ivy assumiu que estava se punindo por ter um corpo fora de forma e gordo. Ela não corria porque adorava correr, mas porque não gostava de levantar pesos.

A meu ver, os pensamentos intensos de medo que a motivaram, estariam causando uma resposta de stress fisiológico. Este estado de luta ou liberdade foi aumentando exponencialmente por um tipo de exercício que não combinava com seu corpo, mas de fato, acrescentou ainda mais stress em seu metabolismo. Correr não estava a deixando do jeito queria e seu peso era a prova disto.

Ivy compreendeu isto e concordou em retirar completamente todos os aspectos maratonistas da sua rotina. Em lugar de correr pedi-lhe para escolher algo diferente que ela gostasse de fazer. Ela decidiu por aula de dança, yoga e algumas caminhadas ocasionais.

No prazo de três meses, Ivy perdeu o peso que havia ganho nas primeiras semanas, além de perder oito dos dez quilos que tanto estava querendo queimar. Ela agora estava satisfeita com seu corpo, sabendo que não precisava correr como um hamster dentro de uma roda.

A moral desta história não é que exista exercício ruim. Mas precisamos olhar para as forças motivadoras que nos impulsionam para frente. Hábitos saudáveis ​​conduzido pelo medo não são tão saudáveis. Pensamentos de auto limitação podem retardar o metabolismo, mesmo em face de intensos exercícios de queima de calorias.

Conclusão:

Faça exercícios e movimentos a partir de algo que lhe inspire, traga liberdade e alegria. Seu corpo vai voltar a te amar e lhe premiar com um metabolismo de queima de gorduras ainda mais poderoso.

Agora seja sincero consigo mesmo:

Você encontra todas estas consequências no tipo de esporte que vem praticando?

Caso a resposta seja positiva, reveja se estás se limitando ou se culpando de alguma forma, e passe a partir de agora a praticar algo que lhe motive e dê mais prazer.

Um grande abraço!

Marcio Roberto

Olá, me chamo Marcio Roberto. Sou pesquisador, orientador, educador e tenho formação na área de exatas. Praticante de atividades esportivas como Crossfit, musculação e treinos intervalados, utilizo o estilo alimentar Paleo/Primal onde obtive uma melhora fenomenal em minha qualidade de vida, além de aprender e praticar meios de nutrição e tudo que engloba saúde, beleza e bem estar. Apaixonado por novos aprendizados, busco sempre o aprimoramento pessoal através da ciência, compartilhando as novas descobertas com o intuito de ajudar as pessoas transformarem suas vidas.

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