Falando mais sobre a dieta Paleo.

A Dieta Paleo é um modelo de alimentação que segue os princípios de um estilo de vida de milhões de anos (portanto não é uma dieta da moda!), anterior ao desenvolvimento da agricultura, ao qual nosso organismo é geneticamente e naturalmente adaptado. Prioriza-se o consumo de alimentos de verdade, isto é, não industrializados e pouco processados, eliminando essencialmente açúcar, óleos vegetais, trigo e outros grãos e se limita/restringe (mas não zera) o consumo de praticamente todos os alimentos fontes de carboidratos, inclusive frutas, em até 150g por dia. Para compensar a ausência deste nutriente como fonte de energia para manter suas atividades diárias, inclusive exercícios físicos, se inclui alimentos ricos em gorduras, como gemas de ovos, castanhas e nozes, manteiga, azeite de oliva, óleo de coco, abacate, entre outros, em cerca de 50-70% do valor calórico total diário.

A Paleo é um estilo de alimentação baseado na dieta de nossos ancestrais, mas não necessariamente low carb, come-se estritamente alimentos que poderiam ser caçados ou coletados na natureza, tais como carnes, ovos, verduras, tubérculos (batata doce, mandioca, inhame), castanhas, frutas e gorduras naturais, não se consome óleos vegetais, grãos, laticínios, açúcar e nenhum alimento industrializado.

Sobre o consumo de gorduras, vale alertar que não há necessidade de ter medo de consumi-las, desde que sejam dos alimentos certos (explicarei a baixo), visto que este nutriente é saudável e essencial, sendo importante não só para o fornecimento de energia na ausência de carboidratos, como também para a formação de novas células, produção de hormônios, vitaminas, neurotransmissores, etc. Consumindo pouco carboidrato as pessoas normalmente ficam fracas e sem energia, portanto precisam da gordura para obter disposição, bem estar e sustentar a dieta por um longo período.

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As gorduras ruins são as do tipo trans/hidrogenadas, utilizadas em produtos como margarina, maionese, bolachas, bolos, chocolates, sorvetes, salgadinhos, etc. E os óleos vegetais, tais como soja, milho, girassol, canola, algodão e frituras nestes óleos. Estes produtos são ricos em ômega 6, um ácido graxo essencial, ou seja, só pode ser obtido através da alimentação, porém em excesso e em desequilíbrio com o ômega 3, produz inflamação e uma série se malefícios ao nosso organismo, como renite, asma, alergias, doenças cardiovasculares, demência, alguns tipos de câncer e doenças autoimunes. As gorduras boas são as polinsaturadas, presentes em peixes oleosos (pescados em seu habitat natural, não criados em cativeiros) como salmão e sardinha, as monoinsaturadas, encontradas em azeite de oliva, abacate e nozes/castanhas, e as saturadas, como óleo de coco, pele de frango e gordura de animais (criados soltos e com alimentação natural, não com rações a base de grãos), banha de porco, bacon, órgãos como o fígado, manteiga, nata/creme de leite e queijos. Estes alimentos, ao contrário dos anteriores, são anti-inflamatórios e possuem efeitos protetores contra as doenças citadas. O maior e melhor exemplo de que gordura saturada é saudável é o leite materno, alimento exclusivo do bebe até os 6 meses de idade, que promove crescimento e desenvolvimento ideais.

Uma dúvida comum que as pessoas têm sobre a dieta recai sobre a falta de nutrientes na dieta visto as restrições, principalmente de grãos. Isto porque todas as instituições governamentais nos dizem que grãos integrais são (supostamente) saudáveis e nos recomendam a utilizá-los como parte da dieta. Porém, é importante salientar que nosso corpo não foi projetado para digerir grãos, pois estes são alimentos de difícil digestão, repletos de defesas químicas, anti nutrientes e toxinas, incluindo várias lecitinas, glúten, e ácido fítico, pouco tolerados pela maioria das pessoas, produzem inflamação no organismo e evitam que se absorvam os nutrientes e minerais vitais. Além disso, a maioria são produtos transgênicos, ou seja, péssimos para nossa saúde.

Mesmo sem os grãos a dieta, quando bem variada e ajustada, disponibiliza todos os nutrientes essenciais que qualquer ser humano necessita, seja criança, adolescente, gestante ou idoso, porque há um grande e variado consumo de vegetais, carnes de todos os tipos e ovos, além dos outros itens já citados. Os carboidratos não são nutrientes essenciais, visto que nosso organismo é capaz de produzir glicose no fígado a partir de outras fontes, tais como aminoácidos e ácidos graxos. Também não há excesso do consumo de proteínas. O teor proteico desta dieta é o mesmo de outras orientações low fat. São os vegetais que formam a base desta alimentação e fornecem a quantidade ideal de fibras, vitaminas e minerais.

Além de ser extremamente nutritiva e saudável, acredito que outra grande vantagem da dieta é que não há horários ou número de refeições definidas (no tempo das cavernas não havia comida disponível o tempo todo, nem relógio para controlar o consumo a cada 3h!). Deve-se apenas comer o suficiente para saciar a fome, independente do momento do dia, dando preferência à comida de verdade, eliminando os produtos industrializados e utilizando óleo de coco, azeite de oliva, manteiga e banha de porco, não apenas para cozinhar, mas também para enriquecer a preparação final. Outro fato extremamente importante é o controle da compulsão alimentar, principalmente por doces, depois de certo tempo na dieta (pelo menos 15 dias) a pessoa sente-se satisfeita e não tem vontade de comer coisas que antes eram fundamentais. Além disso, o bem estar, a autonomia e a liberdade que este estilo de vida proporciona é indescritível.

Algo importante de ressaltar é que a ideia da dieta não é, de maneira nenhuma, vivê-la 100% o tempo todo, até porque assim seria uma prisão e não liberdade. Alimentando-se no modelo da dieta na maior parte do tempo (85%) e se permitindo poucas refeições (15%) fora da dieta, já obtemos ótimos benefícios.

Para finalizar, gostaria de ressaltar que existem inúmeros artigos científicos com o mais alto nível de evidencia que lhe conferem credibilidade. Seja para quem quer emagrecer ou manter o peso sem sacrifícios exagerados e sem a agonia de contar calorias, e até mesmo para aqueles querem aumentar a massa muscular, na minha opinião, esta é a melhor opção.

Simples assim!!!

Retirado do site

http://fitnessbynutrition.com.br/

Olá, me chamo Marcio Roberto. Sou pesquisador, orientador, educador e tenho formação na área de exatas. Praticante de atividades esportivas como Crossfit, musculação e treinos intervalados, utilizo o estilo alimentar Paleo/Primal onde obtive uma melhora fenomenal em minha qualidade de vida, além de aprender e praticar meios de nutrição e tudo que engloba saúde, beleza e bem estar. Apaixonado por novos aprendizados, busco sempre o aprimoramento pessoal através da ciência, compartilhando as novas descobertas com o intuito de ajudar as pessoas transformarem suas vidas.

3 thoughts on “Falando mais sobre a dieta Paleo.

  1. Carla

    Boa tarde, parabéns Marcio pelo site!!
    Estou adotando o estilo paleo. Estou gostando e sentindo muita diferença no meu corpo, além disso os alimentos são saborosos e nutritivos.
    O fato de poder comer livremente facilita e muito.
    Suas explicações são objetivas e de extrema importância, as dúvidas desaparecem.

    1. Olá Carla!

      Primeiramente muito obrigado pela visita. Fico feliz em saber que estou sendo claro e objetivo, afinal a intenção é poder tanto no estilo Paleo, quanto no site, facilitar a vida cotidiana trazendo aprendizado e acima de tudo transformação no mais amplo sentido.
      Sua opinião é muito importante! Portanto quaisquer outras dúvidas e sugestões, sinta-se a vontade para entrar em contato.
      Abraços e sucesso!

  2. Underline de Souza

    Boa Tarde
    Apaixonada pelo seu conteúdo!
    Abraços!!

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